Acesse o Link
Joel e Megan começam definindo seus termos. O que é a “Bíblia Hebraica” e como ela difere do “Antigo Testamento” cristão ou do “Tanakh” judaico? O Dr. Baden explica que “Bíblia Hebraica” é um termo acadêmico neutro para a literatura israelita antiga que eventualmente se tornou escritura. Eles também questionam a ideia de Gênesis como um livro independente, explicando que a Torá, ou Pentateuco, foi concebida como uma única obra em cinco volumes. A discussão então se volta para a famosa frase inicial: “No princípio, Deus criou os céus e a terra”.
O Dr. Baden explica que esta é apenas uma possível tradução da complexa expressão hebraica *Bereshit*, que também pode significar “Quando Deus começou a criar”. A diferença acarreta importantes implicações teológicas. A tradução tradicional apoia a doutrina cristã posterior da *creatio ex nihilo*, a criação a partir do nada, enquanto a alternativa admite a existência de matéria caótica preexistente que Deus organiza. Isso demonstra como pressupostos teológicos moldaram as traduções para o inglês ao longo dos séculos. O foco central do episódio é o reconhecimento acadêmico de que Gênesis contém não uma única história da criação, mas duas, apresentadas em sequência. A Primeira História da Criação (Gênesis 1:1–2:4a):
Este relato familiar de sete dias começa com o caos escuro e aquoso. A criação se desenrola por meio da separação e da ordem: a luz surge das trevas, as águas acima surgem das águas abaixo e o mar surge da terra seca. O processo é sistemático e grandioso, culminando na humanidade, homem e mulher criados juntos, no sexto dia. Deus é transcendente e majestoso e é chamado de “Elohim”. A Segunda História da Criação (Gênesis 2:4b em diante): Este relato começa com um mundo seco e árido e apresenta uma ordem de criação diferente. Um único homem, Adão, é formado do pó, um jardim é plantado para ele, animais são criados como possíveis companheiros e, finalmente, Eva é formada de sua costela.
Aqui, Deus é pessoal e imanente, chamado de “Yahweh Elohim”, e caminha no jardim com suas criações. Reconhecer esses dois relatos distintos nos proporciona uma compreensão mais rica da Bíblia Hebraica, não como um texto único e uniforme, mas como uma antologia multifacetada de antigas tradições, crenças e narrativas israelitas.
Três Pontos Principais:
1. Tradução é Sempre Interpretação: A primeira frase da Bíblia é um exemplo poderoso de como as escolhas de tradução são moldadas por crenças teológicas. “No princípio” reflete a criação a partir do nada, enquanto o hebraico também pode sugerir que Deus começou a criar a partir de matéria preexistente.
2. Gênesis apresenta duas histórias contraditórias da criação: A Bíblia não começa com uma, mas com dois relatos distintos e conflitantes da criação. Eles diferem no estado inicial do mundo, na ordem da criação, no nome de Deus e na forma como Deus é retratado.
3. Os estudos bíblicos modernos revelam um texto composto
Nenhum comentário:
Postar um comentário