Mostrando postagens com marcador Budismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Budismo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

O julgamento após a morte no Cristianismo, islamismo, Egito antigo e Budismo

 


IDEIAS CRISTÃS SOBRE A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

A ressurreição corporal é um dogma oficial do judaísmo, mas é uma doutrina que muitos judeus modernos têm dificuldade em aceitar. Foi incorporada ao judaísmo por volta de 600 a.C., presumivelmente a partir dos persas zoroastristas.

No Antigo Testamento, Isaías 26:19 diz: “os cadáveres ressuscitarão e cantarão”. Após a destruição do Templo em 586 a.C., os judeus foram exilados para a Babilônia, onde o profeta Ezequiel previu a ressurreição dos judeus e descreveu um campo de ossos secos aos quais Deus ordenou que se juntassem “osso por osso” e voltassem a viver.

Acredita-se que os conceitos judaicos de ressurreição tenham sido influenciados pelos gregos e egípcios. O judaísmo não aborda muito o julgamento, diferentemente do cristianismo e do islamismo. Menciona brevemente a bênção de algumas pessoas e a condenação de outras, mas não apresenta episódios em que as pessoas comparecem perante Deus, que as julga e as envia para o céu ou para o inferno.

Durante o período de convulsão que se seguiu à profanação do Templo pelos gregos em 167 a.C., a ideia da ressurreição ganhou mais credibilidade. De acordo com o Livro de Daniel, escrito em 165 a.C., “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Os sábios resplandecerão como o fulgor do firmamento, e os que a muitos conduzem à justiça, como as estrelas, para todo o sempre.”

O historiador judeu Flávio Josefo escreveu que os fariseus, uma seita judaica, “acreditam que as almas são dotadas de poder imortal e que, em algum lugar sob a terra, recompensas e punições lhes serão distribuídas, de acordo com o fato de terem vivido no vício ou na virtude. Os primeiros serão condenados à prisão perpétua, mas os outros terão permissão para retornar à vida.”

Visão cristã do julgamento

Os cristãos têm uma doutrina de dois julgamentos: um para o indivíduo após a morte e outro para a humanidade no fim do mundo. O conceito de julgamento foi adaptado pelo Zoroastrismo e transmitido ao Cristianismo e ao Islamismo, sofrendo influência dos gregos. Um dos primeiros a sugerir que, após a morte, a alma se libertava da carne e ocorria um julgamento no qual os bem-aventurados eram escolhidos para os Campos Elísios (o paraíso grego) foi Platão. O Judaísmo não aborda muito o julgamento. Menciona brevemente a bênção de algumas pessoas e a condenação de outras, mas não apresenta episódios em que as pessoas comparecem perante Deus, que as julga e as envia para o céu ou para o inferno.

Joanne M. Pierce escreveu: Durante períodos de guerra ou peste na Antiguidade e na Idade Média, os cristãos ocidentais frequentemente interpretavam o caos social como um sinal do fim do mundo. No entanto, com o passar dos séculos, a Segunda Vinda de Cristo tornou-se, em geral, um evento mais distante para a maioria dos cristãos, ainda aguardado, mas relegado a um futuro indeterminado. Em vez disso, a teologia cristã passou a se concentrar mais no momento da morte individual. “O julgamento, a avaliação do estado moral de cada ser humano, não foi mais adiado para o fim do mundo. Cada alma foi julgada individualmente por Cristo imediatamente após a morte (o Julgamento “Particular”), bem como na Segunda Vinda (o Julgamento Final ou Geral).”

Os rituais de leito de morte, ou "Extrema Unção", desenvolveram-se a partir de ritos anteriores para os doentes e penitentes, e a maioria tinha a oportunidade de confessar seus pecados a um sacerdote, ser ungida e receber a comunhão "final" antes de dar o último suspiro. Os cristãos medievais rezavam para serem protegidos de uma morte súbita ou inesperada, pois temiam que o batismo por si só não fosse suficiente para entrar diretamente no céu sem a Extrema Unção.

“Outra doutrina havia se desenvolvido. Alguns morriam ainda culpados de pecados menores ou veniais, como fofocas comuns, pequenos furtos ou mentiras insignificantes que não esgotavam completamente a graça de Deus em suas almas. Após a morte, essas almas seriam primeiro “purificadas” de qualquer pecado ou culpa remanescente em um estado espiritual chamado Purgatório. Após essa purificação espiritual, geralmente visualizada como fogo, elas estariam puras o suficiente para entrar no céu. Somente aqueles que eram extraordinariamente virtuosos, como os santos, ou aqueles que haviam recebido a Unção dos Enfermos, podiam entrar diretamente no céu e na presença de Deus.”

O Juízo Final

Segundo Mateus, o Dia do Juízo Final ocorrerá “quando o Filho do Homem vier em sua glória” e será anunciado por “anjos com um forte toque de trombeta” que estarão nos quatro cantos da terra. Naquele dia, todas as pessoas que viveram serão julgadas. Aqueles que praticaram o bem e mantiveram sua fé em Deus e em Jesus serão separados dos ímpios, que serão condenados “ao castigo eterno, e os justos à vida eterna”. Jesus desempenha o papel de juiz e redentor, pedindo a Deus que mostre misericórdia.

O Juízo Final é presidido por Jesus como governante do mundo. O livro de Apocalipse 20:11-21:8 diz: “Então vi um grande trono branco e aquele que estava assentado sobre ele; da sua presença desapareceram a terra e o céu, e não ficou lugar para eles. Vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono, e abriram-se livros. Abriu-se também outro livro, o livro dos viventes; e, de acordo com o que estava escrito nesses livros, os mortos foram julgados segundo o registro das suas obras.”

“O mar entregou os seus mortos”, continua a passagem, “e a Morte e o Hades entregaram os mortos que estavam sob seus cuidados; cada um foi julgado segundo o registro de suas obras. Então a Morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. Este lago de fogo é a segunda morte; e nele foram lançados todos aqueles cujos nomes não foram encontrados no registro dos viventes.”

Visões sobre o julgamento por judeus e diferentes denominações cristãs

Os católicos acreditam que o julgamento final ocorrerá no fim dos tempos. Nesse momento, toda a humanidade ressuscitará e o corpo e a alma de cada pessoa serão reunidos. Ali, todos serão julgados por Cristo, que terá retornado em toda a sua glória. Em contraste, para os ortodoxos orientais e ortodoxos orientais, somente Deus tem a palavra final sobre quem entra no céu. 

Tradicionalmente, os protestantes esperam um dia do juízo final, no qual todos os mortos ressuscitarão com corpos transformados. Essa crença está fundamentada na ressurreição de Jesus e ressalta a importância desse evento na fé cristã. O resultado desse juízo determinará se os indivíduos entrarão no céu ou no inferno.

O judaísmo não aborda muito o julgamento, diferentemente do cristianismo e do islamismo. Menciona brevemente a bênção de algumas pessoas e a condenação de outras, mas não apresenta episódios em que as pessoas comparecem perante Deus, que as julga e as envia para o céu ou para o inferno.

A ressurreição corporal é um dogma oficial do judaísmo, mas é uma doutrina que muitos judeus modernos têm dificuldade em aceitar. Foi incorporada ao judaísmo por volta de 600 a.C., presumivelmente a partir dos persas zoroastristas. Acredita-se que os conceitos judaicos de ressurreição tenham sido influenciados pelos gregos e egípcios.

Ideias muçulmanas sobre o Dia do Juízo Final

Os muçulmanos acreditam que haverá um Dia do Juízo Final, conhecido como "Hisab" ("o Acerto de Contas"), no qual todos os homens ressuscitarão dos mortos e serão julgados com base em seus atos. Anunciado por uma trombeta tocada pelo arcanjo Asrafil, ele ocorrerá após a destruição do universo e sua recriação por Deus. Alguns muçulmanos acreditam que, no Dia do Juízo Final, a Caaba será transportada para Jerusalém e todos os mortos se encontrarão a caminho da cidade.

Durante a ressurreição muçulmana, as pessoas emergem de seus túmulos, com os pecadores exibindo deformidades proporcionais aos seus pecados. Todos se reúnem perante Deus em uma grande assembleia ("Hashr") e refletem sobre seus pecados e boas ações enquanto aguardam sua vez de serem julgados. Nada podem fazer; seu destino já foi selado por suas ações na Terra ou pela predestinação, dependendo da perspectiva. Segundo algumas estimativas, uma pessoa comum precisa esperar 50.000 anos por sua vez. Os únicos isentos dessa espera são os profetas e mártires que ascenderam diretamente ao paraíso.

À medida que se aproxima o momento do julgamento, as almas dos mortos são convidadas a prostrar-se. Os fiéis muçulmanos que oram religiosamente cinco vezes ao dia consideram essa parte fácil. Pecadores e infiéis, por outro lado, sentem as costas rígidas e não conseguem se curvar. Alguns dizem que, nesse momento, Maomé aparecerá e intercederá em favor daqueles que seguiram seu caminho.

Alcorão e Suna sobre o Julgamento

O Alcorão diz: “Então, pesem com justiça e não faltem na balança. Ele é Quem estendeu a terra para as Suas criaturas: nela há frutos e tamareiras, que produzem espádices (que envolvem as tâmaras); também o trigo, com suas folhas e talos para forragem, e plantas de aroma agradável. Então, qual das graças do vosso Senhor negareis?

As Sunnahs são as práticas e os exemplos extraídos da vida do Profeta Muhammad. Juntamente com os Hadiths, são os textos mais importantes do Islã depois do Alcorão. Devem seguir uma cadeia de narração rigorosa que assegure a sua autenticidade, levando em consideração fatores como o caráter das pessoas na cadeia e a continuidade da narração. Relatos que não atendem a esses critérios são desconsiderados.

A Sunnah diz: “O primeiro julgamento que Deus fará sobre o homem no dia da ressurreição será pelo assassinato. Quem se atirar do alto de uma montanha e se matar, estará no fogo do inferno para sempre; e quem se matar com ferro, o ferro estará em sua mão, e com ele ferirá o próprio ventre no fogo do inferno eternamente.” 

“Nenhum juiz deve decidir entre duas pessoas enquanto estiver irado. Não há juiz que tenha decidido entre homens, sejam justos ou injustos, que não compareça ao tribunal de Deus no dia da ressurreição sendo segurado pelo pescoço por um anjo; e o anjo erguerá a cabeça para os céus e aguardará as ordens de Deus; e se Deus ordenar que o lancem no inferno, o anjo o fará de uma altura equivalente a quarenta anos de jornada. Em verdade, um juiz justo, no dia da ressurreição, sentirá tanto medo e horror que desejará: 'Quem dera eu não tivesse decidido entre duas pessoas num julgamento para uma única data!"

Julgamento do Antigo Egito

Os antigos egípcios parecem ter acreditado em um Dia do Juízo Final após a morte e que a ascensão ao céu estava ligada a atos morais e bom comportamento na vida. Acreditavam que, durante uma cerimônia de julgamento, o coração do falecido era pesado em uma balança contra a pena da verdade para determinar o destino de seu dono na vida após a morte. Um trecho do "Livro dos Mortos" diz: "Ó meu coração que tive na Terra, não se levante contra mim como testemunha, não me transforme em vítima perante o grande deus". A pena da verdade, diz-se, era uma pena de avestruz, símbolo de Maat, a deusa responsável por manter o cosmos em ordem.

A cerimônia de pesagem do coração era supervisionada pelos deuses Osíris, Maat, Thoth, Anúbis e Hórus. Anúbis pesava o coração enquanto Osíris e os outros observavam como juízes. Os oficiais de Osíris eram compostos por demônios terríveis, que guardavam seus portões ou que se sentavam como assessores em seu grande salão do julgamento. Nesse salão da verdade, ao lado do rei dos mortos, agachavam-se quarenta e duas estranhas formas demoníacas, com cabeças de serpentes ou falcões, abutres ou carneiros, cada uma segurando uma faca na mão. Diante dessas criaturas — o devorador de sangue, o devorador de sombras, o olho de fogo, o quebra-ossos, o hálito de fogo, a perna de fogo e outras com nomes semelhantes —, o falecido tinha que comparecer e confessar seus pecados. Se eles pudessem declarar que não haviam roubado, nem cometido adultério, nem insultado o rei, nem cometido nenhum outro dos quarenta e dois pecados, e se a grande balança na qual seu coração era pesado mostrasse que eram inocentes, então Thoth, o escriba dos deuses, registrava sua absolvição. Hórus então tomava o falecido pela mão e conduzia os novos súditos até seu pai Osíris.

Morte e julgamento no budismo Mahayana

A doutrina dos Meios Hábeis é considerada por alguns como a mais importante do Budismo Mahayana. Segundo o estudioso religioso J.C. Clear: Meios hábeis referem-se a “estratégias, métodos e artifícios direcionados às capacidades, circunstâncias, gostos e desgostos de cada ser senciente, de modo a resgatá-lo e conduzi-lo à Iluminação. Assim, todas as formulações particulares do Ensinamento são apenas expedientes provisórios para comunicar a Verdade (Dharma) em contextos específicos.” “As palavras do Buda eram remédios para uma determinada doença em um determinado momento”, sempre infinitamente adaptáveis ​​às condições do ouvinte.

Ao conceber os Seis Cursos como uma forma de Meios Hábeis, o que realmente acontece no momento da morte? Em uma descrição típica, uma carroça flamejante, conduzida por oficiais de aparência horrenda, leva o falecido à corte do Rei Yama. O Rei Yama era um Juiz Chefe infernal, cuja corte ficava adjacente ao reino dos infernos. Os oficiais que vão buscar o morto o transportam através de um vasto rio e, em seguida, para uma sala de espera. Por que a sala de espera? Porque o sistema judiciário tem um enorme acúmulo de casos pendentes, e levará um tempo — talvez vários anos — até que o Rei Yama e seus secretários consigam analisar o processo de alguém. Enquanto isso, o falecido permanece sentado na sala de espera. Lá, ele não ouve música ambiente, mas os gritos daqueles que sofrem nos vários infernos. Sentado ali, pensando na vida passada de pecados e falhas, ele ou ela pode não ter nenhum desejo de ter uma audiência rápida.

Mas todos devem ter "seu dia no tribunal". E em muitos casos, após ler o grosso dossiê contendo anotações de cada boa e má ação da vida da pessoa, o rei infernal encontra pouco com que se alegrar. Claro, se as boas ações superarem as más (metafisicamente: uma redução no equilíbrio ou fardo cármico), o Rei Yama sorri e decreta que a pessoa renascerá em um reino de existência superior ao da vida anterior. Esse renascimento pode ser como um ser humano de nível superior ou até mesmo em um dos dois reinos superiores aos humanos.

Para aqueles, porém, cujas más ações superam as boas, o renascimento em um reino inferior é necessário. Em casos relativamente leves, o falecido pode renascer em um nível inferior da sociedade humana. Para casos piores, o renascimento como algum tipo de animal pode ser apropriado. Para os piores tipos de ofensas, no entanto (como negligenciar doações generosas a templos budistas!), será necessário um período difícil como um fantasma faminto ou em um ou mais infernos para pagar a dívida cósmica. Enquanto o rei infernal recita a lista de ofensas, o falecido pode protestar sua inocência. "Eu não fiz isso!" "Vocês prenderam a pessoa errada!", o réu poderia implorar. A justiça será feita, no entanto, graças a um sistema de reprodução de vídeo 100% eficaz, o "Espelho da Alma". Forçado a encarar esse espelho, o falecido vê todas as suas ofensas passadas reproduzidas diante de seus olhos. Não há como negar a dívida cármica de alguém, e os piores infratores são levados para os reinos dos fantasmas famintos ou para o inferno para quitar essa dívida por algumas dezenas, centenas ou milhares de anos — o tempo que for necessário. Uma vez que a dívida é paga, a pessoa em questão renasce como humana para tentar tudo de novo.

“Você deve saber que existem inúmeras variações nas maneiras como esse processo de julgamento pode ser descrito. Os parágrafos acima o explicam da forma mais simples possível. Em algumas versões, por exemplo, o falecido passa por dez julgamentos perante dez diferentes “reis” do inferno. Mesmo aqui, porém, o julgamento perante o Rei Yama e seu espelho da alma é o mais importante. Independentemente dos detalhes, contudo, a ideia básica de um julgamento em um tribunal de outro mundo é uma característica constante dos Seis Cursos como Meios Hábeis.”

sábado, 10 de outubro de 2009

A INjusta doutrina da Reencarnação

“Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.” (Rm 10:3-4).

Em muitos automóveis, podemos ver a seguinte frase: “Reencarnação, uma questão de JUSTIÇA!” Porém, o ensino sobre a “reencarnação” é, na verdade, uma questão de INJUSTIÇA dos homens, para com o Criador.

Dentre as inúmeras falsas “religiões”, destacam-se algumas que crêem na falácia da “reencarnação”: Espiritismo, Budismo, Hinduísmo, Cabala, Seicho-no-iê, Umbanda, Taoísmo, Confucionismo, Bramanismo, Jainismo, Zoroastrismo, Xintoísmo, Islamismo esotérico (Surate II, 26 e Surate XVII: 52 do Corão), Esoterismo, Eubiose, Gnose, Maçonaria, Xamanismo, Teosofia, Igreja Messiânica Mundial, Fraternidade Rosacruz, Ordem dos Templários, Santo Daime, Candomblé, etc.

Porém, a origem desse ensino, vem dos Vedas dos Hindus (as escrituras dos hindus). Pode ser que essas crenças também foram influenciadas pela filosofia dos gregos, começando com Pitágoras (580-500 a.C.) e passando por Platão (428-348 a.C.). Pois, há similaridades estranhas entre os ensinos dos gregos e dos hindus. Nas duas formas, a perfeição final não vem da graça de Deus, através do arrependimento dos pecados e fé em Cristo, mas por outros meios ou por outras pessoas, que no final das coisas revela que essas crenças não vêm de Deus, pois mostram outros salvadores”.

Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, ensinou que “a reencarnação é a volta da alma ou espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo”. Para os espíritas, é a única forma de Deus fazer a sua justiça, levando o homem a muitas existências sucessivas, oferecendo um meio de resgatar os seus erros, com o objetivo de atingir a perfeição”. Ao que tudo indica, a tal doutrina da “reencarnação” veio da mente do próprio Kardec e não dos tais “espíritos”, como ele alegou. É interessante observar que esta doutrina não é unânime entre os “espíritos”, nem entre os “espíritas”.

Vejamos esta citação do próprio Allan Kardec:
“Mas o grande problema para os espíritas, é que não se pode identificar o ensino unânime dos espíritos sobre a reencarnação. Diz ele: ‘Seria o caso, talvez, de examinar-se porque todos os Espíritos não parecem de acordo sobre este ponto’. E mais: ‘De todas as contradições que se observa nas comunicações dos Espíritos, uma das mais chocantes é aquela relativa à reencarnação, como se explica que nem todos os Espíritos a ensinam?’” (O livro dos espíritos. Allan Kardec – Obras Completas. Opus Editora Ltda, p. 94, 2ª ed., 1985).

A Bíblia refuta a tola idéia da “reencarnação”, em várias passagens (2 Sm 12:22-23; Jó 7:9-10; Ec 12:7; Mt 13:38-43; Lc 23:43; Jo 1:19-21; Hb 9:27-28; Ap 20:11-15). Em Hebreus 9:27, por exemplo, lemos que: “... aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”.

Lemos também que: “Assim como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecerá” (Jó 7:9-10).

O que a Bíblia ensina é a Ressurreição (Dn 12:2; Is 26:19; Os 6:2; Jo 5:28-29, 11:11-44; At 24:15; 1 Co 15:12-22; Ap 20:6), que é o retorno do morto ao próprio corpo, implicando em uma só existência.

Enquanto os espíritas dizem que a “reencarnação” é necessária para que o homem evolua, rumo à perfeição, a Bíblia afirma que o mesmo é aperfeiçoado quando nasce de novo (Jo 3:3, 5), arrependendo-se de seus pecados; ocasião em que recebe Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador: “Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados” (Hb 10:14).

Em Cristo, somos regenerados, como lemos: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5:17). Regeneração é a mudança das disposições dominantes da alma (no mesmo corpo e existência em que vivemos): “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo” (Tt 3:5). Lemos, ainda, que: “... quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito da vossa mente; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4:22-24).

A Bíblia nos ensina que a salvação é mediante a graça, por meio da fé em Jesus Cristo e não por obras: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2:8-9). [Vide: Mt 16:26; Rm 3:24-26, 28, 4:5, 5:1; Gl 3:11, 24; Tt 3:5-7]. A graça de Deus é contrária à reencarnação. O karma é intolerável. O que faz na vida ceifará em outra. Não há exceções nem perdão. Por Cristo, há perdão, pois há uma imputação da condenação dos pecados de todos que se arrependem e crêem com fé na pessoa de Cristo, e há uma imputação da Sua justiça nestas (II Cor 5:21). Se por Cristo são pagos os nossos pecados e por Ele há paz com Deus, não há lugar para uma doutrina karmaica de reencarnação”.

A conhecida Parábola sobre o Rico e Lázaro (Lc 16:19-31) prova a inexistência de “outras vidas”, e revela que só há uma vida. A Bíblia nos ensina que, após a morte, o destino das pessoas está selado, eternamente: uns para a perdição eterna e outros para a salvação eterna, pois “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3:18).

Os adeptos do Espiritismo são atraídos, em sua maioria, pelo fato de acharem que a tal “religião” espírita, uma mistura de fé/ciência/religião/filosofia, é “lógica”, pois responde às suas indagações. Aliás, eles adoram apelar para a tal “lógica humana”, para provar suas teses.

A Bíblia, entretanto, diz que: “... a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia” (1 Co 3:19). Como sabemos, “... a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1 Co 1:18). Infelizmente, as vãs filosofias (e “religiões”) têm agradado a muitos (1 Co 1:17-31; Cl 2:8).

Vejamos algumas perguntas “lógicas”, que foram retiradas de um site espírita, e suas refutações bíblicas:
1)“Por que algumas pessoas já nascem defeituosas ou doentes e outras não? Seria justo que Deus fizesse pessoas sofrerem, desde o nascimento, por algo que elas não fizeram, ou pelo que outras pessoas fizeram?”
R) Certa ocasião, Jesus e os discípulos viram um cego de nascença e Jesus deixou claro que a cegueira não é nenhuma conseqüência de erros (pecados) de “vidas anteriores”. Vejamos: “E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.” (Jo 9:2-3)
O homem foi criado perfeito, “reto”, à imagem e semelhança do seu Criador: ... Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias” (Ec 7:29). Os anjos que caíram foram criados santos, mas “... não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação...” (Jd 6). Sobre satanás está escrito: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti” (Ez 28:15).
Como se vê, mesmo tendo sido criado reto e perfeito, o homem (tal como satanás e alguns anjos) preferiu a desobediência e o pecado. Com isto, vieram as doenças e a morte: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”. Lemos, ainda: “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1 Co 15:22).
A origem de todo o mal que há na Terra é o pecado original (a desobediência, a rebelião do homem contra seu Criador): “E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gn 2:16-17). Portanto, a culpa não foi de Deus, mas, da própria humanidade.
As conseqüências desta rebelião foram as doenças, a morte, as injustiças, as desigualdades, etc.: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Rm 5:12). “Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.” (Rm 5:17-18).
Entretanto, mesmo que nós tenhamos herdado o pecado original de Adão (e, com o pecado, a morte eterna), felizmente, em Jesus Cristo, recebemos a vida eterna: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 6:23), “Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem”. (1 Co 15:21).

2) “E como explicar o caso de pessoas que, mesmo tendo sido boas durante toda sua vida, são surpreendidas com doenças terríveis, que lhes causam terríveis sofrimentos, ou ainda são vítimas de terríveis acidentes, enquanto outras passam por toda a vida sem conhecer tal infortúnio? Poderíamos alegar azar de uns e sorte de outros?”
R) Quanto às pessoas que foram “boas”, durante sua vida, a Bíblia diz que: “Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque” (Ec 7:20).
Quanto às tragédias, lemos que: “Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.” (Ec 9:2). [Vide: Ec 7:15, 8:14; Jó 21:17; etc.].
Conforme disse R. C. Sproul: "Não há pessoas inocentes no mundo!" (Vide: Gn 6:5-6; Gn 8:21; Jó 4.17; Jó 14:4; Sl 51:5; Sl 58:3; Pv 20:9; Ec 9:3; Jr 13:23; 17:9; Mc 7:21-23; Jo 15:5; Rm 3:10-18, 3:23, 5:12, 8:7-8; Ef 4:17-19; 2 Tm 2:25; Tt 1:15).

3) “Se houvesse apenas uma vida, e tivéssemos como objetivo atingir a chamada ‘Salvação’, por que então alguns nascem com mais condições para atingir esse objetivo do que outros?”
R) As Escrituras nos ensinam, claramente, a doutrina BÍBLICA da Eleição: “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef 1:4-5). [Vide: Mc 13:20; Jo 5:21, 40; Jo 6:37, 44, 65; Rm 8:29-30, 11:7, 16:13; Cl 3:12; Tt 1:1; 1 Pe 1:2; Ap 17:14].
Deus é Soberano e, segundo Sua perfeita justiça, “O Senhor fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios, até o ímpio para o dia do mal” (Pv 16:4), "E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?" (Dn 4:35).
Para quem acha Deus injusto, o apóstolo Paulo pergunta: “Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? (Rm 9:20-21).

4) “Uns nascem em famílias estruturadas, que lhes dá educação e bons exemplos de moral e os encaminham para o bem... Outros nascem em famílias desestruturadas, no meio à extrema miséria, sem nenhum tipo de referencial moral, às vezes vítimas já cedo de violência, estupro e todos os tipos de mazelas...”
R) Esta “lógica” espírita é totalmente ilógica! Ora, muitos nascem em “berços de ouro” e cometem terríveis crimes, envolvem-se com drogas, etc. Outros nascem na mesma condição e, por sua vez, são pessoas direitas, justas, honestas, etc. Muitos nascem pobres e são cidadãos de conduta ilibada, honestos, trabalhadores, etc. Outros nascem na mesma condição e seguem caminhos errados.
Como se vê, a situação do nascimento, nada tem a ver com o futuro da pessoa e pobreza não é sinal de maldição: “Há alguns que se fazem de ricos, e não têm coisa nenhuma, e outros que se fazem de pobres e têm muitas riquezas.” (Pv 13:7). [Vide: Pv 22:1, 4; Ec 5:19].
Deus distribui a cada um (bens, dons, etc.), conforme Lhe apraz: “Ouve tu então nos céus, assento da tua habitação, e perdoa, e age, e dá a cada um conforme a todos os seus caminhos, e segundo vires o seu coração, porque só tu conheces o coração de todos os filhos dos homens” (1 Rs 8:39).

Como vimos, a tal “lógica” espírita não passa de um conjunto de divagações humanas, conjecturas e vãs filosofias.

A Bíblia nega, veementemente, qualquer afirmação de existência de outras vidas. A doutrina da “reencarnação” é, na verdade, uma grande questão de INJUSTIÇA dos homens para com o seu Criador, que, em total demonstração de amor e misericórdia, entregou Seu Filho Unigênito, para morrer por nós.

Ora, não é à JUSTIÇA de Deus que devemos apelar, mas à Sua MISERICÓRDIA. Graças à misericórdia divina é que somos salvos (a partir do momento em que depositamos nossa fé em Jesus Cristo), pois: "As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim” (Lm 3:22).

Mas, para a doutrina espírita, Jesus Cristo seria apenas um espírito elevado, evoluído, o melhor médium que já viveu. Eles não O consideram Deus. Entretanto, a Bíblia nos ensina: “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória” (1 Tm 3:16). O próprio Jesus Cristo afirmou, diversas vezes, que Ele é Deus: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10:30); “... Quem me vê a mim vê o Pai (Jo 14:9b); “... Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14:6).

Vejamos esta citação:
“Ele não é apenas “um caminho”, mas o ÚNICO. Isso neutraliza as afirmações dos líderes religiosos de todos os tempos, confirmando a exclusividade de Cristo como Salvador. Realmente, não existe outro meio de se chegar a Deus, a não ser pelo reconhecimento da morte vicária de Cristo. O primeiro acontecimento, após Sua morte, foi o véu do Templo se rasgando, a fim de permitir livre acesso a Deus e estabelecer uma Nova Aliança, na qual os pecadores têm livre acesso ao Pai, sem a necessidade de outro mediador que não seja Cristo.

Ele é a Verdade porque representa total segurança e confiabilidade no que diz e realiza, tendo feito tudo que o Pai O incumbiu de realizar, sendo a própria Verdade encarnada (João 1:1-14).
Ele é a Vida por ser capaz de dar vida até a quem já morreu, como no caso de Lázaro, da filha de Jairo e do filho da viúva de Naim. Ele é Auto-existente, como o Pai (João 5:16) e com a Sua morte e ressurreição Ele Se tornou a fonte da vida eterna para todos os que Nele crêem (João 3:16). “Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer”. (João 5:21).

Quando Ele usava a frase “EU SOU”, conforme a revelação de Deus em Êxodo, estava confirmando a Sua Divindade e comprovando que Ele, de fato, era o Messias prometido a Israel, anunciado pelos profetas do V.T.”

Infelizmente, muitas “religiões” inventam outros meios para a “salvação”, à sua própria maneira, enganando muitos que pensam estar no caminho certo: “Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm 3:13).

Ora, Jesus Cristo morreu naquela infame cruz, cumprindo todo o propósito de Deus, pagando o preço exigido para a remissão dos pecados e tudo isto para nos propiciar a salvação, através de um sacrifício perfeito e definitivo: “Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus”. (Rm 3:25)

Deus é tão misericordioso que “... prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:8). O que Ele podia fazer para salvar o homem, já foi feito, pois “... Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).

ESTA É A MAIS PERFEITA DEMONSTRAÇÃO DE AMOR, JUSTIÇA E MISERICÓRDIA!
Apesar disto, o ser humano quer comparar seus padrões falíveis de justiça (que são contaminados pelo pecado e, portanto, imperfeitos) com o justo padrão de Deus: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam.” (Is 64:6).

A perfeita justiça divina exigiu a morte de um Justo (Jesus Cristo), para possibilitar a salvação dos pecadores, pois: “... sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9:22).

Ele próprio o reconhece no Salmo 22. Quando o Senhor afastou dEle o Seu risonho rosto e Lhe fincou no coração aguda faca, provocando Seu terrível brado, “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Sl 22:1). Ele adora esta perfeição – “Porém tu és santo” (vs. 3).”

As pessoas se esquecem que Deus, além de Justo (Jó 4:17; Sl 19:9; 116:5; 119:62, 75, 137: 129:4; 145:17; Is 45:21; Jr 11:20; Dn 9:14; Sf 3:5; Jo 17:25; Ap 16:5), também tem outros atributos, quais sejam: Ele é Perfeito (Dt 18:13; Jó 37:16; Mt 5:48), Soberano (Is 46:10; Dn 4:35; Sl 115:3, 135:6; Ec 3:14), Santo (Êx 15:11; Sl 30:4, 145:17; Is 6:3; Hc 1:13; Ap 15:4), um fogo consumidor (Êx 24:17; Dt 9:3; Is 30:27, 30; Hb 12:29), etc.

Só mesmo uma pessoa sem conhecimento bíblico exigiria a JUSTIÇA divina, pois, por este atributo seríamos condenados. A Bíblia nos mostra que já nascemos condenados, visto que “... Não há um justo, nem um sequer” (Rm 3:10), “porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3:23).

O homem natural (não regenerado) anda “... segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar” (Ef 2:2), é por natureza filho da ira (Ef 2:3), “... não tendo esperança, e sem Deus no mundo” (Ef 2:12b).

O ser humano já nasce morto em ofensas e pecados (Jó 15:14; Ef 2:1, 5, 5:14; Cl 2:13), sendo um sério candidato ao lago de fogo, se não nascer de novo, pela fé em Jesus Cristo; pois, “... aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3:3b).

Somente com o novo nascimento, tornamo-nos justos diante de Deus, em virtude do sacrifício vicário de Cristo, conforme lemos: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3:24). “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5:21). [Vide: Rm 5:12; Ef 2:1, 5, 5:14; Cl 2:13].

Os espíritas usam textos isolados das Escrituras, quando lhes convém (para dar um “ar cristão” aos seus ensinamentos), tirando-os do contexto, distorcendo-os ao seu bel prazer, etc. Porém, quando a Bíblia é contrária aos seus ensinos, eles a descartam, como o fazem as demais seitas.

Eles chegam ao absurdo de dizer que João Batista foi a “reencarnação” de Elias, mesmo tendo o próprio João Batista negado tal heresia, veementemente. Vejamos: “E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu?... E perguntaram-lhe: Então quê? És tu Elias? E disse: Não sou... ” (João 1:19, 21).

Quando o anjo do Senhor apareceu a Zacarias (pai de João Batista), disse-lhe que João iria diante do Senhor “no espírito e virtude de Elias” (Lc 1:17). Os espíritas conseguem “ver”, nesta passagem, a “prova” de que João era o mesmo espírito de Elias. Mas, vejamos que a Bíblia não diz que João iria “com” o espírito de Elias, mas “no” espírito de Elias. Isto faz uma grande diferença!

Na 2 Rs 2:15, lemos: “... O espírito de Elias repousa sobre Eliseu”. Porém, Elias tinha acabado de ser arrebatado aos céus, num redemoinho (sem morrer). Assim, os dois não eram a mesma pessoa, pois eram contemporâneos, não tendo como Eliseu ser a “reencarnação” de Elias (conforme entendem os espíritas)!

Outro fato a ser considerado é que, segundo a doutrina espírita, o espírito do morto, ao se manifestar aos vivos, apresenta-se no último corpo em que viveu aqui na Terra. No Livro dos Espíritos, lê-se que a alma “tem um fluído que lhe é próprio, colhido na atmosfera de seu planeta, e que representa a aparência de sua última reencarnação”.

Ora, a Bíblia nos mostra que Elias não morreu, mas foi arrebatado aos céus: “E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho” (2 Rs 2:11). Então, se Elias não morreu, não poderia ter “reencarnado”, como crêem os espíritas!

Lemos, também, que, em certa ocasião, Jesus Cristo Se dirigiu a um alto monte, levando consigo a Pedro, Tiago e João (Mt 17:1) e, ao Se transfigurar diante deles, “... eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele” (Mt 17:3).

Como se vê, quem apareceu juntamente com Moisés foi “Elias” e não João Batista, sendo que este já havia morrido (Mt 14:10; Lc 9:9, 28:31). Portanto, se João Batista fosse a “reencarnação” de Elias, era João (conforme a doutrina espírita) que deveria ter aparecido no Monte da Transfiguração e não Elias.

Em Malaquias 4:5, lemos: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor”. Também, com base nesta passagem, os espíritas alegam que João Batista foi a “reencarnação” de Elias, que voltou no N.T. Porém, João Batista veio, com qualidades semelhantes às de Elias, e cumpriu seu ministério (Lc 1:15-17), conforme a passagem de Malaquias 4:5.

De qualquer forma, no Livro do Apocalipse vemos que Elias retornará (juntamente com Moisés, sendo eles “as duas testemunhas”), apenas no período da Grande Tribulação (tal como foi visto pelos discípulos, no Monte da Transfiguração), para anunciar o evangelho a todas as nações, antes que venha o fim: “E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco” (Ap 11:3).

Como se vê, jamais devemos usar textos das Escrituras fora do contexto. Isto é pretexto para heresias. Portanto: “... sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso...” (Rm 3:4)

A Bíblia contém toda a revelação de Deus aos homens. Mas, infelizmente, muitos preferem cometer uma grande INJUSTIÇA para com o Criador, crendo em falácias, tais como a que diz que a “reencarnação é uma questão de justiça”.

Eles, também, são INJUSTOS para com o Senhor, ao consultarem os “mortos”, o que é, terminantemente, proibido por Deus. O Senhor advertiu Israel: “Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?” (Is 8:19). Infelizmente, muitas pessoas, ao perderem entes queridos, vão aos médiuns à procura dos “espíritos familiares”...

Agindo em desobediência às ordenanças divinas, eles são enganados por demônios: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (1Tm 4:1) e permanecem em caminhos de morte (apesar da aparência de caridade): “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Pv 14:12).

Os espíritas deveriam ouvir o que disse Allan Kardec: "No cristianismo encontram-se todas as verdades" (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. VI, item 5).

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; e não quereis vir a mim para terdes vida” (Jo 5:39-40).